Escola sem Partido

Escola sem Partido

Nas ultimas semanas a discussão em torno do projeto de lei 193/2016, mais conhecido como  ¨Escola sem partido¨, de autoria do senador Magno Malta, tem gerado muitas polemicas. O projeto de lei prevê a neutralidade dos professores diante de questões politicas, ideológicas e religiosas. Visando a neutralidade, inibe discussões consideradas ¨doutrinarias¨ e reflexões críticas.

Partindo desse pressuposto pergunto: Como expor e debater fatos históricos, visões de mundo, humanidade e todos acontecimentos que explicam o mundo contemporâneo, sem debater as aspirações ideológicas e politicas que as motivaram? E no âmbito religioso, o que é neutralidade? 11 dos 19 proponentes de projetos relacionados ao ¨escola sem partido¨ são ligados à alguma igreja. Nesse sentido ¨sem partido¨ se resume à continuidade do código de conduta por eles pregados?

É fundamental que a escola seja um ambiente sem doutrinações e com pluralidade ideológica, porém que instigue o pensamento crítico. Afinal, escola é o encontro de diversidades e do amadurecimento pessoal, lá se alimenta a expectativa de um futuro melhor, o que supõe inclusive a aspiração de um mundo diferente daquele que nossos ancestrais nos ofereceram.

O contato com as mais diversas realidades, visões, perspectivas e ideologias é a base para construção de nossas convicções. Logo, sem debate-las não há emancipação, e como diria Paulo Freire: ¨A educação que não é emancipadora faz com que o oprimido queira se transformar em opressor.¨

Educar é politizar!

Segue abaixo o link com o projeto de lei, e a consulta pública.

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=125666

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